quarta-feira, 14 de maio de 2008

Onde estou...

Ontem, ouvi uma linda palestra sobre a importância de nossas palavras.
Foi sábia a colocação do palestrante sobre o fato de que palavras são como flechas: são miradas, apontadas e acertam o alvo em cheio. E, como ele mesmo disse: não se apagam jamais.
O problema é quando flechas atingem o nosso coração com rancor, menosprezo e amargura. Dói, fere, espinha. E a cura seria somente o perdão. Talvez a borracha que apague palavras.
Mas pedir perdão - na grande maioria das vezes - é visto como algo humilhante. Ninguém pede perdão - já que todos temos o medo de admitir nossos próprios erros...
Admitir erros é admitir as falhas, os defeitos - e ninguém quer assumir o seu lado que mais fere, mais dói.
Seria admitir que não somos tão perfeitos da forma como almejamos. Somos simplesmente um corpo que carrega uma alma cheia de buscas e lições para aprender. Independente de nossa crença a única coisa em que acredito piamente é que ninguém está aqui por acaso e todos temos algo a aprender. O único problema é que no meio da jornada acontecem tantas coisas que nos perdemos de nosso caminho, de nossa busca.
Às vezes penso que me perdi, que no meio dessa louca jornada em algum lugar eu me desviei do objetivo para o qual escolhi aqui estar.
Sinto-me sem rumo, sem caminho. Mas não sempre.
Sei que tenho os que vieram comigo nessa jornada: minha família.
Mas temo ter me perdido de mim.
Onde estou?

domingo, 4 de maio de 2008

Impulsos

Às vezes pensamos que a impulsividade é nossa grande aliada. Engano. O agir por impulso, sem pensar, muitas vezes nos traz erros grandes (mas também acertos - por que não?).

A última vez que agi assim, perdi a grande oportunidade de ficar quieta, em meu canto. Talvez não tenha sido a melhor das atitudes, porém foi com a melhor das intenções. Perdi um amor, perdi um amigo e, quem sabe, uma amiga também. Mas as perdas fazem parte da vida e eu, principalmente, tenho muito a aprender com elas.

Não orgulho-me de minha impulsividade. Mas orgulho-me, com certeza, de minha índole. Talvez eu seja até pacata demais, parada demais. Fico à espera de sonhos... e muitas vezes, temo a busca deles... e isso, com certeza não é bom.

Talvez esse meu medo - ou meus receios demasiados - façam com que eu afaste todos de meus sonhos - ou afaste a mim de minha busca do quem sou.

Talvez.

Post I

Primeiro post.
Sem inspiração.
Sem pensamentos maiores.
Tá certo. Muita coisa a falar, mas palavras fogem-me no momento.
Talvez amanhã... quem sabe depois.
Preciso me silenciar...