Ontem, ouvi uma linda palestra sobre a importância de nossas palavras.
Foi sábia a colocação do palestrante sobre o fato de que palavras são como flechas: são miradas, apontadas e acertam o alvo em cheio. E, como ele mesmo disse: não se apagam jamais.
O problema é quando flechas atingem o nosso coração com rancor, menosprezo e amargura. Dói, fere, espinha. E a cura seria somente o perdão. Talvez a borracha que apague palavras.
Mas pedir perdão - na grande maioria das vezes - é visto como algo humilhante. Ninguém pede perdão - já que todos temos o medo de admitir nossos próprios erros...
Admitir erros é admitir as falhas, os defeitos - e ninguém quer assumir o seu lado que mais fere, mais dói.
Seria admitir que não somos tão perfeitos da forma como almejamos. Somos simplesmente um corpo que carrega uma alma cheia de buscas e lições para aprender. Independente de nossa crença a única coisa em que acredito piamente é que ninguém está aqui por acaso e todos temos algo a aprender. O único problema é que no meio da jornada acontecem tantas coisas que nos perdemos de nosso caminho, de nossa busca.
Às vezes penso que me perdi, que no meio dessa louca jornada em algum lugar eu me desviei do objetivo para o qual escolhi aqui estar.
Sinto-me sem rumo, sem caminho. Mas não sempre.
Sei que tenho os que vieram comigo nessa jornada: minha família.
Mas temo ter me perdido de mim.
Onde estou?
Muito bem, bem-vinda à Blogosfera. Tá tudo bem contigo menina?
ResponderExcluirBeijinhos